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Existe alergia à lactose?

Não. Esta afirmação não é correta. Não existe alergia à lactose.
Existem sim dois tipos de reações: alergia ao leite e intolerância à lactose. E são duas situações muito diferentes, mas que provocam muita confusão.

Alergia ao leite é uma resposta imunológica do organismo à proteína do leite, que pode ser de vaca, de cabra, de búfala. Ou seja, o organismo entende essa proteína como um agente estranho que precisa ser combatido e desencadeia reações alérgicas, como: diarréia, urticária, sintomas respiratórios (como asma) ou febre.

A intolerância à lactose, ao contrário da alergia ao leite, resulta da deficiência ou da falta de uma enzima chamada lactase, que serve para digerir a lactose (o açúcar do leite). Se a lactose não é absorvida, pode provocar sintomas, como por exemplo, a diarréia - o sintoma mais característico da intolerância.

A intolerância pode acontecer a qualquer momento, e se agravar na vida adulta. Já a alergia depende de uma predisposição genética ou hereditária.

Um trabalho publicado em 2007 na Revista Paulista de Pediatria mostra que curiosamente esta dificuldade não é só dos pais, mas também de médicos e até de nutricionistas.

Qual a melhor conduta?

No caso da intolerância ao leite a conduta é suspender todos os alimentos que contém a lactose da dieta. Ou, se for o caso, alimentar-se apenas com produtos que tenham baixo teor de lactose. Mas, no caso de uma alergia é importante afastar o leite e seus derivados da dieta, pois é sabido que mesmo uma quantidade mínima pode provocar uma alergia intensa.

Ou seja, a alergia às proteínas do leite de vaca e a intolerância à lactose podem ser confundidas, gerando condutas equivocadas. A exclusão de todos os alimentos que contêm proteínas do leite de vaca é a terapêutica adotada nos casos de alergia, pois o fator desencadeante das reações alérgicas é a presença das proteínas do leite. Na intolerância à lactose, o foco não deve ser as proteínas do leite, mas sim o carboidrato: a lactose. É preciso observar a tolerância individual, isto é, a quantidade de lactose que o indivíduo pode ingerir sem apresentar sintomatologia, não sendo necessária a exclusão obrigatória e total do leite e de seus derivados.

Concluindo, o mais importante é fazer o diagnóstico da situação em cada criança. Quanto mais cedo se estabelece o diagnóstico, menores serão as conseqüências.

Fonte: http://blogdalergia.blogspot.com.br/





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