Alergia a barata (16-06-2010) |
Baratas existem na Terra há cerca de 350 milhões de anos e acompanham o ser humano desde tempos imemoriais. Existem diversas espécies de baratas, como formas e tamanhos diferentes convivendo com seres humanos. A maioria vive em ambientes externos, somente entrando nas casas à procura de comida. Algumas espécies se adaptaram aos ambientes domiciliares e vivem em ralos, frestas, armários, pias, parte interna de mesas e cadeiras, etc. geralmente em locais escuros e úmidos durante o dia, surgindo mais comumente à noite. O problema torna-se ainda maior na população carente, nos prédios com muitos habitantes e nas áreas urbanas desprovidas de recursos sanitários.
Baratas podem ser carreadoras de doenças e, além disso, provocar alergia. A sensibilidade aos antígenos da barata - em especial a Blatela germânica e a Periplaneta americana tem sido estudada como importante alergeno em residências, principalmente entre populações urbanas carentes. Provoca alergia em função da presença de enzimas digestivas presentes em suas fezes. Embora suas partículas fecais sejam maiores e mais pesadas do que as dos ácaros, podem ficar em suspensão e serem inaladas através das narinas e boca ou penetrar através dos olhos. Alergia à barata pode ser em algumas pessoas, uma causa importante de asma, rinite, alergia ocular e mais raramente, de alergias na pele.
O estudo destes insetos tem se intensificado nos últimos anos, sendo descritos alguns fatores seriam os provocadores da alergia, como por exemplo, proteases presentes em seu tubo digestivo, que exerceriam papel importante no aparecimento das doenças alérgicas. Um dado interessante é que foi descrita também a presença de uma proteína, chamada de tropomiosina, que também pode ser encontrada em ácaros e no camarão. Por isso, pode ocorrer uma reatividade cruzada entre ácaros, baratas e camarão. Dizem que se o mundo acabar, sobrarão apenas baratas!
Esta afirmação tem um grau de verdade, pois sabe-se que as baratas desenvolvem resistência aos inseticidas e que tem uma capacidade de sobrevivência muito grande. Estudos recentes mostram que mesmo após o extermínio eficiente de baratas, seus alérgenos podem permanecer no ambiente por até seis a oito meses.
Um dos fatores mais importantes para a sobrevivência das baratas é a presença de água no ambiente pois seu organismo não vive sem ela: Uma barata é capaz de sobreviver por 42 dias apenas ingerindo água e apenas 12 dias sem água, mesmo que receba alimento suficiente. Por isso é importante manter bem secos os locais como pias da cozinha, banheiro, consertar pequenos vazamentos, etc.
Guerra às baratas!
• Mantenha sua casa limpa.
• Combata focos de umidade, em especial na cozinha e no banheiro.
• Não guarde comida fora de recipientes: evite o acúmulo de restos de alimentos.
• Não coma nos quartos. Evite lanchar ou se alimentar nos períodos em que estiver em sua cama.
• Ralos devem ser mantidos tampados.
• Lacre fendas e frestas em assoalhos, tetos e armários.
• Retire o lixo com freqüência.
• Faça uma dedetização periódica - sempre na ausência do alérgico
• Caso exista alguma contraindicação para uso de produtos químicos em “spray”, pode-se utilizar: mata - baratas, ácido bórico ou armadilhas.
• Se o prédio onde mora tiver foco de baratas, comunique ao síndico.
Além disso...
• Mantenha o tratamento de sua alergia de maneira contínua e não apenas nas crises. Aprenda sobre a alergia e procure descobrir se existem outros fatores que poderão
contribuir para sua doença.
• Converse com seu médico alergista: é possível fazer testes para avaliar sensibilidade às baratas.
O trabalho em conjunto do médico, do alérgico e de sua família, em especial no caso de crianças, é fundamental para que se faça um plano eficaz de controle da sua alergia.